A gravidade de cada lesão de joelho nas atividades de vida diárias ou  durante a prática esportiva, seja esta competitiva ou recreativa, assim como a sua reincidência, está diretamente relacionada aos aspectos anatômicos e biomecânicos de cada indivíduo. Por isso, torna-se indispensável o conhecimento básico das estruturas envolvidas, para que a conduta a ser empregada coloque o paciente, o mais rapidamente possível, de volta à sua atividade e ao esporte de origem, sem complicações.

A articulação do joelho é basicamente formada por três ossos: o fêmur, a tíbia e a patela, que são unidos por meio da cápsula articular, dos ligamentos e dos músculos da coxa e da panturrilha. A união destas três estruturas ósseas forma três articulações, a patelofemoral e a tibiofemoral lateral e medial, existindo uma relação mecânica entre elas.

Na extremidade distal do fêmur encontram-se os côndilos, grandes e convexos, que se articulam com a tíbia e são divididos por um sulco central que forma a superfície articular da patela. Todas estas superfícies são cobertas por cartilagem hialina espessa, para suportar as forças extremas sobre as superfícies articulares durante a descarga de peso. A cartilagem articular na face posterior da patela tem 5 mm de espessura, sendo assim, a mais espessa do corpo humano.